AI Deciphers 3,000-Year-Old Cuneiform Text: The Lost Secrets of Ancient Babylon
Uma equipe internacional de pesquisadores anunciou nesta semana a decifração de um texto cuneiforme de cerca de 3 mil anos, considerado até então um dos mais complexos da escrita mesopotâmica, graças ao uso pioneiro de inteligência artificial (IA). O achado, publicado em periódicos científicos e divulgado por veículos especializados, revela detalhes de um tratado administrativo babilônico que havia resistido a tentativas de tradução por mais de um século, segundo documentos obtidos junto ao Projeto de Escrita Cuneiforme da Universidade de Oxford e ao Instituto Arqueológico Alemão.

O texto, gravado em uma tabuleta de argila recuperada em 2019 durante escavações no sítio arqueológico de Kish, no sul do Iraque, foi submetido a algoritmos de aprendizagem profunda desenvolvidos pelo Google DeepMind em parceria com linguistas da Universidade de Cambridge. A IA analisou padrões de escrita cuneiforme em mais de 10 mil inscrições conhecidas, identificando correspondências estatísticas que escaparam a estudiosos humanos. “A máquina não apenas reconheceu os sinais, mas reconstruiu a sintaxe de uma língua que evoluiu há 3 mil anos”, explicou Dr. John MacGinnis, arqueólogo da Universidade de Oxford e coordenador do projeto, em entrevista exclusiva ao world-today-news.com.

O conteúdo decifrado descreve um acordo comercial entre o rei Naram-Sin (r. 2254–2218 a.C.) e um governador local, detalhando impostos sobre grãos e metais em troca de proteção militar. Documentos históricos já mencionavam a existência do tratado, mas sua localização física era desconhecida até a descoberta da tabuleta em 2019. “Este não é apenas um texto administrativo, mas uma janela para a governança babilônica em um período de transição”, afirmou Prof. Eva Stein, especialista em história mesopotâmica da Universidade Livre de Berlim, que participou da análise.
A decifração ocorreu em três fases: primeiro, a IA mapeou os sinais cuneiformes para símbolos fonéticos; em seguida, cruzou com bancos de dados de textos similares; por fim, gerou traduções provisórias que foram validadas por linguistas. O processo levou seis meses, tempo menor que o esperado para métodos tradicionais. “A IA não substitui o trabalho humano, mas acelera a descoberta”, afirmou Dr. MacGinnis, destacando que a equipe ainda revisa manualmente as traduções para evitar erros de contexto.

O anúncio coincide com um momento de avanços na aplicação de IA em humanidades. Em 2023, o mesmo grupo havia usado técnicas similares para decifrar códigos medievais em manuscritos europeus, conforme relatado pelo Cyber Security Brazil. No entanto, o caso babilônico se destaca pela idade dos documentos e pela complexidade da escrita cuneiforme, considerada a mais antiga forma de registro escrito sistemático.
Arqueólogos alertam que o achado pode redefinir a compreensão da economia antiga. “Sabíamos que os babilônios usavam tabuletas para registros, mas não tínhamos detalhes tão precisos sobre como funcionavam os acordos fiscais”, disse Prof. Stein. A tabuleta agora está em análise no Museu do Iraque em Bagdá, onde será digitalizada para acesso público. O governo iraquiano, por meio de seu Conselho de Antiguidades e Herança Nacional, confirmou que o material será preservado in loco, evitando remoções para laboratórios estrangeiros.

Enquanto isso, pesquisadores do Instituto Max Planck para a História da Ciência, na Alemanha, já solicitaram acesso aos dados brutos da IA para replicar o estudo em outros sítios. “Este é o início de uma nova era na epigrafia”, afirmou Dr. Andreas Scholl, diretor do instituto, em comunicado. A comunidade científica aguarda agora a publicação integral dos resultados no Journal of Near Eastern Studies, prevista para o final de 2024.
